Olá amores!
Como vocês estão?
Quero começar esse post com uma pergunta.
O que vcs acham do "cantinho do pensamento"?
É aquele mesmo, aquele que a criança é colocada lá supostamente para pensar sobre aquilo que ela fez de errado.
Bom fui apresentada a esse tal cantinho quando meu 1°filho foi pra creche, e teve contato com outras crianças e sem a presença da mãe.
Eu me peguei pensando, ora se devemos incentivar o nobre ato de pensar,analisar, e questionar das nossas crianças, por qual motivo o ato de pensar virou um castigo?
Vamos a definição de cada coisa:
Castigo: pena ou punição que se inflige a pessoa ou animal.
Pensar: submeter ao processo de raciocínio lógico; ter atividade psíquica consciente e organizada; exercer a capacidade de julgamento, dedução ou concepção; refletir sobre, ponderar, pesar.
Vocês conseguem ver alguma associação entre o ato de pensar e o castigo?
Eu sinceramente não vejo nenhuma associação.
.Uma criança de 2 anos que está em formação, está conhecendo e aprendendo e a pessoa que deveria orientar, educar colocar essa criança no canto, sozinha para analise crítica de seus atos.
Sinceramente, isso soa até como uma piada!
Gente, qual é a função educacional que tem o cantinho do pensamento?
Resposta:
A única função é deixar quem a colocou lá livre dela por alguns minutos, após tal tempo elaestará livre para fazer tudo de novo!
Bom, eu sempre fui "rotulada" de ser do contra, isso pelo simples fato de não concordar de imediato com tudo que me dizem, eu analiso, vejo outros pontos de vista da mesma coisa e tiro as minhas conclusões.
Voltando ao "cantinho do pensamento"... Eu fico me perguntando sobre o que essa criança estaria realmente pensando no tempo que ela ficou de castigo.
Será que na cor da parede?
Será que em algum inseto que possivelmente voou por ali?
Será que na última brincadeira com o coleguinha?
Será que na morte da bezerra?
Será que a criança tem maturidade suficiente para analisar aquilo que supostamente ela nem sabe que fez!
Eis que vejo na revista pais e filhos uma matéria que fala exatamente o que eu penso.
Não concordem comigo, leia a matéria e tire suas próprias conclusões a respeito!
" Enquanto o castigo representa um ato de repreensão, portanto, algo que não é bem-vindo (afinal, ninguém quer ficar de castigo), o pensar indica uma atitude enriquecedora, profunda, madura e reveladora.
Não é assim? Mas aí vêm as supernannies (as superbabás que acham que detêm as chaves secretas da educação) com seus manuais e decretam “quando seu filho fizer algo errado, coloque-o no cantinho do castigo para pensar”. Ok, pensemos nós que somos adultas: Você acha mesmo que seu pequeno de 3 anos vai usar aqueles minutos de isolamento pensando no que fez, refletindo sobre as consequências dos seus atos e voltar dali uma criança melhor, mais bem-educada? Não, não vai. E quem faz esta afirmação são os especialistas no assunto. “Botar uma criança pequena para pensar no que fez só serve para dar uns minutos de descanso para a mãe, não tem função educativa, porque a criança só consegue pensar sobre o que fez e só compreende o sentido moral das regras e dos valores a partir dos 6, 7 anos”, explica nossa colunista, a psicóloga e pedagoga Elizabeth Monteiro, mãe de Gabriela, Samuel, Tarsila e Francisco. “Não gosto das supernannies, o que elas fazem é adestramento, e quem faz isso com uma criança não conhece seu desenvolvimento cognitivo, psíquico e intelectual.” Do ponto de vista emocional, deixar a criança sozinha não deveria ser um castigo, mas um privilégio. “Quando a gente coloca a criança para pensar mostra que não quer ficar com ela. E se ela não pensou quando bateu ou mordeu ou fez algo errado, por que vai pensar agora? Como dizia minha mãe, ela fica pensando na morte da bezerra e não no que você pediu. Terminado o período de prisão, ela fica livre para fazer tudo de novo. Não houve uma atitude educacional” pondera a doutora em psicologia escolar Luciene Tognetta, mãe do Gabriel.
O pensar, que é uma coisa tão boa, uma elaboração, um sinal de inteligência e crítica, acaba virando um castigo. Como a criança só passa a refletir realmente sobre seus atos a partir dos 6 anos, sabe o que ela faz quando vai parar no tal do cantinho? Cria mecanismos automáticos para se livrar da punição. “Já pensei, posso sair agora?”, diz sem acreditar no que está dizendo. O papel dos pais é fazer o filho entender os próprios sentimentos para que ele aprenda a nomear suas emoções. Dizer a ele frases do tipo:“Você está triste porque seu brinquedo quebrou, você está irritado porque quer dormir, você está bravo porque eu não deixei você fazer o que queria. Essa é a principal função da mãe até os 5 anos. É muito mais importante do que fazer a criança pensar sobre um erro. Você está com ela criando associações”, ensina Betty."
Fonte: revista pais e filhos
19.03.2013
http://paisefilhos.uol.com.br/crianca/castigo-para-pensar-nem-pensar/
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Bjs e até o próximo
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